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O que nossas reações, enquanto adultos, ensina às crianças?

  • Foto do escritor: Tatiana Berta Psicóloga
    Tatiana Berta Psicóloga
  • 17 de jun.
  • 1 min de leitura

Na existência de um falante, há sempre um ouvinte. É na interação com o outro que aprendemos quais comportamentos tendem a se repetir e quais deixam de acontecer.


Por isso, continua atual o alerta para quem convive com crianças que estão aprendendo a se relacionar com o mundo: se seu filho responder de forma rude, xingar alguém ou agir de maneira agressiva, evite transformar isso em motivo de riso ou admiração. Comentários como “que gracinha”, “que bonitinho” ou “ele é assim mesmo” podem, sem intenção, comunicar à criança que esse comportamento é aceitável.


Sob a ótica da Análise do Comportamento, aquilo que recebe atenção, risadas ou aprovação tende a se fortalecer e a ocorrer com mais frequência. As reações dos adultos funcionam como consequências que ensinam, diariamente, o que é ou não adequado nas relações interpessoais.



Isso não significa punir ou repreender a criança de forma excessiva, mas oferecer modelos consistentes de respeito, empatia e responsabilidade. Gentileza, cooperação e amorosidade não surgem espontaneamente: são habilidades aprendidas e cultivadas nas interações cotidianas, começando pelo ambiente familiar.


Gentileza, respeito e empatia são aprendidos nas relações. E os adultos que cuidam e convivem com a criança ocupam um lugar privilegiado nesse aprendizado, servindo como modelos das formas de agir que desejam transmitir. Afinal, nossas atitudes, reações e maneiras de nos relacionar ensinam tanto quanto (e muitas vezes mais do que) aquilo que dizemos.


Referências:


Baum, W. M. (2006). Compreender o Behaviorismo – Comportamento, Cultura e Evolução. Porto Alegre, Artmed.


Catania, A. C. (1999). Aprendizagem: Comportamento, Linguagem e Cognição. Porto Alegre, Artes Médicas.

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