Por que "não tenho" autoestima?
- Tatiana Berta Psicóloga
- 17 de jun.
- 1 min de leitura
Muitas pessoas acreditam que a autoestima é algo que nasce conosco ou uma característica fixa da personalidade. No entanto, sob a perspectiva da Análise do Comportamento, a forma como nos vemos é construída ao longo da vida, especialmente por meio das interações que estabelecemos com as pessoas e os ambientes que frequentamos.

Quando nossas atitudes são frequentemente criticadas, desvalorizadas ou recebidas com humilhação, podemos começar a desenvolver uma visão distorcida de nós mesmos. Aos poucos, passamos a acreditar que não somos capazes, interessantes ou merecedores de consideração, ainda que essas conclusões nem sempre correspondam à realidade.
Diante de experiências repetidas de rejeição ou julgamento, é comum que surjam comportamentos de proteção, como evitar situações sociais, esconder opiniões ou se afastar de outras pessoas. Embora essas estratégias possam aliviar o desconforto momentaneamente, muitas vezes acabam reduzindo oportunidades de vivenciar relações acolhedoras e experiências de sucesso, fortalecendo a sensação de inadequação e a autocrítica.
Em psicoterapia, é possível construir, de forma gradual e respeitosa, novas experiências de contato com situações e contextos potencialmente favoráveis ao bem-estar. Ao ampliar as oportunidades de interação, reconhecimento e realização, torna-se possível desenvolver maneiras mais flexíveis, realistas e compassivas de se relacionar consigo mesmo.
Referência: Meyer, S. T. D. (2011). A autoestima na perspectiva da Análise do Comportamento. Brasília.



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