Mais autocobrança: menos resiliência
- Tatiana Berta Psicóloga
- 21 de mai.
- 1 min de leitura
Atualizado: 11 de jun.
Imaginemos uma situação em que um familiar ou amigo nos confidencie que está se sentindo mal por uma nota baixa numa avaliação de final de bimestre. Provavelmente, nos veremos apoiando e oferecendo ajuda, além de estimulando o empreendimento de novas tentativas para vivenciar um resultado diferente por meio do enfrentamento da situação, não é? No entanto, muitas vezes, quando recebemos uma avaliação negativa sobre nosso desempenho acadêmico ou profissional, por exemplo, simplesmente nos punimos, acreditando que não somos bons o suficiente ou até mesmo assumimos atitudes de desistência. Infelizmente, parece que a maioria aprende a cobrar-se cada vez mais no caminho de busca pela tal sonhada “felicidade”.

Fatores de risco para o adoecimento estão relacionados à vivência negativa das situações com aumento dos problemas físicos, psicológicos e sociais. Há, portanto, a necessidade do aumento de fatores protetivos que transformem ou melhorem as reações individuais, como o aumento de resiliência, por exemplo.
Do ponto de vista psicológico, resiliência diz respeito não somente à capacidade de recuperação frente a um dano, mas da superação do que se era, resultando num crescimento pessoal, a partir da vivência. A autocobrança, aliada à atitudes de constante monitoramento para a evitação de falhas ou sofrimento nos afasta de fatores protetivos, além de nos distanciar da condição humana, ao passo que o reconhecimento das imperfeições pode ser um dos passos para o desenvolvimento de saúde.
Referências Bibliográficas:
Calvetti, PU, Muller MC, Nunes MLT Psicologia da saúde e psicologia positiva: perspectivas e desafios. Psicologia: ciência e profissão, 2007; 27(4), 706-717.
Neff KD, Self-compassion: An alternative conceptualization of a healthy atitude toward oneself. Self and Identity. 2003;2, 85-102.



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