Será que sou assertivo?
- Tatiana Berta Psicóloga
- 15 de mai.
- 2 min de leitura
Atualizado: 11 de jun.
A expressão adequada dos sentimentos pode favorecer consequências importantes. Uma forma muito prática de reconhecer quando um comportamento é assertivo é observar se o tipo de resposta que se procura em determinada interação está em acordo com o propósito. Diante de uma situação social, atitudes agressivas ou passivas são aquelas que produzem perdas ou dificuldades, enquanto uma atitude assertiva garante a produção, o aumento ou a manutenção do que se espera receber.

Independentemente de nossa intenção no momento, nossas atitudes geram consequências nas interações, podem vir acompanhadas de rótulos como agradáveis/desagradáveis, simpáticos/antipáticos, passíveis ou não de serem seguidos, justos/injustos, amigáveis/não amigáveis, entre outros.
Considerando que ninguém nasce tímido, inseguro, reativo ou “impulsivo”, dentre outras possíveis “qualificações”, o que nos molda, em nossa incrível plasticidade cerebral, é a aprendizagem que selecionamos a partir da vivência das situações a que somos expostos no decorrer de nossas vidas. O problema é quando a “aprovação” social passa a funcionar como uma regra, mesmo quando vem acompanhada de quadros de sofrimento intenso, por exemplo, a evitação de vivências que sinalizam possibilidades de frustração, como ocorre em alguns estados fóbicos.
O que é considerado como assertivo para um indivíduo pode não ser para outro. Há diversos modelos com exemplos de atitudes práticas para auxiliar na compreensão e treino de padrões mais assertivos. No entanto, o que verdadeiramente ajuda neste objetivo é observar-se, procurando aceitar com generosidade os valores que adquirimos no decorrer de nossas vidas para que, a partir deles, sejam treinadas as mudanças na busca de mais saúde e qualidade de vida.
Bibliografia:
Marchezini-Cunha, Vívian, & Tourinho, Emmanuel Zagury. (2010). Assertividade e autocontrole: interpretação analítico-comportamental. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 26(2), 295-304.



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