Descubra o quanto você tem sido assertivo(a) nas suas relações
- Tatiana Berta Psicóloga
- há 5 dias
- 2 min de leitura
A assertividade é a capacidade de expressar pensamentos, sentimentos, limites e necessidades de forma clara, respeitosa e equilibrada sem submissão, mas também sem agressividade. E a consequência de nossas atitudes (falas, por exemplo) nas interações passam a ser o mais importante critério a ser observado.
Nas relações do dia a dia, muitas pessoas oscilam entre dois extremos: silenciam o que sentem para evitar conflitos ou acabam reagindo de forma impulsiva, intensa ou defensiva quando se sentem frustradas. Em ambos os casos, a comunicação pode se tornar fonte de desgaste emocional, mal-entendidos e sofrimento.
Ser assertivo não significa “falar tudo o que pensa” sem filtro. Também não significa agradar constantemente para manter a harmonia. Assertividade envolve conseguir se posicionar com firmeza, mas sem desrespeitar a si mesmo ou ao outro.
Algumas perguntas de auto-observação que podem ajudar você a refletir sobre seu padrão de comunicação e interação:
* Evito dizer “não” mesmo quando algo me incomoda?
* Costumo reagir impulsivamente quando me sinto contrariado?
* Digo “sim” quando gostaria de dizer “não”?
* Tenho dificuldade em ouvir opiniões diferentes sem me irritar?
* Reprimo minhas necessidades para agradar os outros?
* Costumo elevar o tom de voz para ser ouvido?
* Me calo por medo de rejeição e depois acumulo ressentimento?
* Interrompo as pessoas antes que terminem de falar?
* Tenho dificuldade em expressar desconforto de forma equilibrada?
* Quando frustrado, ajo antes de refletir?
Se você respondeu "sim" para a maioria das perguntas, saiba que um padrão de dificuldade em se posicionar nem sempre aparece de forma evidente: foi aprendido longo da vida como forma de proteção, adaptação ou tentativa de pertencimento. Observar essas respostas sem julgamento pode ser um primeiro passo importante para relações mais saudáveis e conscientes.
A boa notícia é que assertividade pode ser desenvolvida. Aprender a comunicar limites, tolerar desconfortos relacionais, escutar com abertura e expressar necessidades de forma clara são habilidades emocionais que podem ser fortalecidas ao longo do processo terapêutico.
Referência Bibliográfica:
DEL PRETTE, Almir; DEL PRETTE, Zilda A. P. Psicologia das habilidades sociais: terapia e educação. Petrópolis: Vozes, 2017.





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