Descubra como está seu nível de autocrítica
- Tatiana Berta Psicóloga
- há 4 dias
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Chega a ser contraditório identificar que a forma como lidamos com o próprio sofrimento geralmente é acompanhada de aumento de sofrimento pela vivência negativa da experiência. Posturas de não aceitação e de busca por melhora imediata geralmente se instalam em pessoas com padrão de muita preocupação e cobrança excessivas sobre a forma “adequada” como devem se colocar no mundo.

Estudiosos como Kristin Neff, sugerem que o desenvolvimento de autocompaixão pode ser uma estratégia interessante para a promoção de saúde. Cada vez mais, estudos relacionam maiores níveis de autocompaixão individual com uma diminuição da probabilidade de sofrimentos por ansiedade e depressão, por exemplo. De uma forma simples, a cientista sugere que o treino de autocompaixão diz respeito ao cuidado que temos conosco em situações difíceis ou sofridas, comparando-se à forma como trataríamos um bom amigo. Neff desenvolveu, juntamente com outros estudiosos, instrumentos que possibilitam uma autoavaliação do nível de autocompaixão. A partir destes estudos, alguns questionamentos chamam atenção para quando nossa autocrítica está elevada:
– Quando algo sai muito diferente do que espero, não consigo parar de pensar que tudo está dando errado comigo?
– Sou muito crítico e severo com meus erros?
– Quando penso nos meus defeitos, me vejo muito inferior as outras pessoas?
– Quando algo muito doloroso acontece, acho que reajo de uma forma exagerada ou muito diferente da que gostaria?
Uma atitude saudável e positiva diante das situações de dificuldade, que inclui bondade e compreensão consigo próprio no lugar da autocrítica severa e da busca por isolamento social pode ser a chave para condições mais favoráveis de saúde.
Referências Bibliográficas:
Calvetti, PU, Muller MC, Nunes MLT Psicologia da saúde e psicologia positiva: perspectivas e desafios. Psicologia: ciência e profissão, 2007; 27(4), 706-717.
Neff KD, Self-compassion: An alternative conceptualization of a healthy atitude toward oneself. Self and Identity. 2003;2, 85-102.



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