Comunicação assertiva no relacionamento
- Tatiana Berta Psicóloga
- 21 de mai.
- 2 min de leitura
Atualizado: 11 de jun.
Você já teve a sensação de não ser ouvido ou o que é pior: ter a impressão de que meu familiar prefere ouvir a um desconhecido, que disse o mesmo? A abertura para uma escuta compreensiva não se dá simplesmente a partir do “querer” estar aberto. Se fosse simples assim, conseguiríamos operacionalizar todos os nossos desejos e expectativas de forma fácil e imediata e, por mais que se aplique “pensamento positivo” não é assim que ocorre.
Ouvir com atenção as demandas do nosso companheiro ou familiar implica numa tomada de atitude que requer a saída de uma zona de conforto que, embora não esteja exatamente “confortável”, ao menos não exige grande esforço.

Quando nos esforçamos na observação de alguns pontos, podemos facilitar nossa comunicação familiar, o que pode ser um treino extensivo às demais relações pessoais ou profissionais. Fique atento se…
Há espaço para o outro falar ou a comunicação se tornou um monólogo ou quase um discurso?
Você vai direto ao assunto ou faz uma longa introdução, acompanhada de justificativas e hipóteses?
Quando a outra pessoa fala, consigo ouvir ou interrompo com frequência?
Pergunto quando não compreendo o que está sendo dito ou simplesmente interpreto de forma a me defender?
Sou capaz de aceitar que meu interlocutor tenha pensamentos diferentes dos meus ou isso sugere que estou sendo desafiado?
Ainda que não se chegue a um consenso, consigo finalizar a conversa de forma respeitosa, por exemplo: agradecendo ou valorizando o tempo compartilhado?
Quanto mais a convivência estiver permeada por situações de desconforto, mais dificilmente se dá a abertura para comunicação, uma vez que grande esforço já vem sendo empreendido na convivência. Assim, torna-se importante estar atento não somente a própria necessidade, mas ao tempo do outro, que não é necessariamente o mesmo. Sentimentos não determinam atitudes, mas as acompanham. E, embora, não tenham o poder de nos controlar, os sentimentos podem ser “sinais” úteis para posicionamentos que precisamos tomar. Quanto mais conhecemos nossas reações particulares, mais próximos estaremos de ações condizentes com nossos desejos, necessidades e valores. Pensar diferente não precisa ser um problema. Como disse, certa vez, disse um sábio conhecido: “pensar junto não significa, necessariamente, pensar igual”.



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