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Pensamento Acelerado: como lidar?

  • Foto do escritor: Tatiana Berta Psicóloga
    Tatiana Berta Psicóloga
  • 15 de mai.
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 5 dias

A vida é desafiadora. Com a pressão constante para ter sucesso, equilibrar responsabilidades e lidar com as incertezas do dia a dia, é inevitável nos percebermos sobrecarregadas. Excesso por todos os lados: demandas do trabalho, celular, redes socias, atividades, informação, violência, pressão escolar, dentre outras, acabam levando à mudanças no padrão do fluxo dos pensamentos e atitudes, impactando nosso funcionamento no geral.


No modo “automático” vivemos como se fossemos guiados por referências prontas e o motivo é claro: otimização de nossa energia. Para uma vida social competitiva, entrar no modo automático pode nos ajudar a agir rapidamente, nos projetarmos como eficientes e produtivos. Porém, em alguns casos, ficamos tão misturados com nossos pensamentos e sentimentos sobre passado ou futuro, que perdemos contato com o que está acontecendo no momento atual, correndo risco de entrarmos em estágios de ansiedade disfuncional ou de esgotamento.


Alguns questionamentos podem auxiliar a identificar quando estamos com dificuldades em administrar nosso nível de atenção, de forma a atender nossas necessidades:


  • Consigo manter concentração em alguma tarefa necessária ou que me predispus a realizar?

  • Estou com dificuldades para relaxar e desacelerar os pensamentos?

  • Tenho tido episódios de falta de memória?

  • Meu humor muda sem que eu consiga entender o motivo?

  • Sinto cansaço e dificuldade para iniciar atividades?

  • Me percebo sofrendo antes que algo desconfortável possa acontecer?

  • Durmo e não sinto que descansei o suficiente?


A Psicoterapia envolve a interação entre terapeuta e um cliente, auxiliando na compreensão de toda a dinâmica de pensamentos, sentimentos e comportamentos e na promoção de mudanças positivas. O autoconhecimento implica, dentre outras possibilidades, no desenvolvimento de autorregulação, capacidade de direcionar a atenção, intencionalmente, às experiências do momento presente.


Diversas "ferramentas" (estratégias) utilizadas em psicoterapia, especialmente nas Terapias Comportamentais (baseadas em Mindfulness e Aceitação, por exemplo), procuram trabalhar autoconfiança e autonomia para que se aprenda a identificar, aceitar e lidar com as dificuldades. A intervenção precoce é fundamental no bloqueio e controle de sintomas, bem como na melhoria dos resultados. Quanto mais depressa for instituída uma sequência de tratamento, melhor será o prognóstico.


Referências Bibliográficas:

Marchezini-Cunha, Vívian, & Tourinho, Emmanuel Zagury. (2010). Assertividade e autocontrole: interpretação analítico-comportamental. Psicologia: Teoria e Pesquisa26(2), 295-304.

 

 
 
 

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