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O que ajuda na autorregulação?

  • Foto do escritor: Tatiana Berta Psicóloga
    Tatiana Berta Psicóloga
  • 27 de mai.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 11 de jun.

Dar um tempo pode ser necessário para que possamos nos sentir seguros, mesmo quando há desconforto. Para isso, nosso corpo precisa "ser ouvido". E uma das melhores formas de ouvirmos a nós mesmos (e também a quem amamos) é validar a expressão das emoções, mesmo quando elas vêm acompanhadas por choro, mudança de tom de voz ou silêncio súbito ou outras dificuldades para nos expressarmos.


Chorar, gritar ou, eventualmente, “explodir” podem ser manifestações de um estado emocional intenso e não são atitudes que merecem um rótulo de feias ou ameaçadoras. Quase sempre são sinais de que a capacidade de organização emocional diante de um fator externo foi perdida momentaneamente e de que precisa haver espaço (tempo) para que a reorganização ocorra.


Quando há espaço de acolhimento, escuta e pausa, também há espaço para que os sentimentos apareçam de formas mais variadas e adaptadas ao contexto, facilitando a construção de um conjunto mais habilidoso de comunicação.



Não adianta tentar conversar, quando nosso cérebro está em estado de defesa. Nessas horas, a pessoa pode se sentir "travada", sem conseguir organizar pensamentos com clareza e selecionar palavras ou atitudes adequadas. Dar suporte é o primeiro passo para o redirecionamento seguro e, muitas vezes, o suporte é apenas estar ali, junto: sem julgamento ou respostas prontas.


O organismo de quem está sobrecarregado emocionalmente prioriza receber atenção e não o diálogo (dialogar é um processo que exige investimento de energia). Por isso, acolhimento e regulação vêm antes de orientação, bronca ou tentativa de proteção.


Primeiro regulamos, depois conversamos.

 
 
 

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